Crítica: The Boys (2ª Temporada)
- Lucas Barbosa
- Oct 11, 2020
- 1 min read
Updated: Sep 1, 2021
A tão aguardada segunda temporada de The Boys foi lançada no catálogo do Amazon Prime Video recentemente. Baseado nos quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson, o segundo ano tem a missão de continuar a história de uma das mais interessantes e surpreendentes séries de 2019.
Em sua primeira temporada, a série teve como maior foco o uso da sátira e da ironia. Desta vez, uma nova direção foi apresentada por Eric Kripke: a história aborda, principalmente, o lado mais psicológico de cada personagem. E isso é válido tanto para os Sete quanto para os Rapazes, afinal, podemos descobrir como o conceito da fama e super-poderes afetam os heróis, enquanto como o passado dos Rapazes os fazem buscar por uma redenção. Por vezes, isso nos leva a cenas explorando o passado de alguns personagens, dando uma maior profundidade aos arcos individuais.
A chegada de Tempesta, interpretada por Aya Cash, é de grande importância para a trama. A personagem, que começa caindo nas graças dos cidadãos estadunidenses com discursos extremamente populistas, acaba se tornando odiável rapidamente, levando o espectador a refletir sobre algumas temáticas importantes da sociedade.

O elenco é o grande destaque aqui. Vale citar Antony Starr, que entrega um Capitão Pátria cada vez mais enlouquecido e descontrolado por conta tanto de seu passado, quanto dos acontecimentos retratados na série. Karl Urban, que interpreta o sombrio Billy Bruto, transborda fluidez no papel e continua provando que alguns atores simplesmente nasceram para interpretar certos personagens.
Deixando um pouco de lado a sátira e focando em temáticas mais maduras, a segunda temporada de The Boys é quase impecável, sendo até melhor que seu ano antecessor.
NOTA: 9,5

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