top of page

'Metal Lords' aborda comédia e heavy metal em fórmula clichê

  • Writer: Rodrigo Mota
    Rodrigo Mota
  • Apr 14, 2022
  • 2 min read

Updated: Aug 2, 2022

Dirigido pelo diretor Peter Sollett e roteirizado por D.B. Weiss, co-criador da série 'Game Of Thrones', 'Metal Lords', nova produção do serviço de streaming da Netflix, chegou ao catálogo da companhia prometendo uma ótima experiência sonora repleta de humor ácido, apresentando a jornada de três adolescentes em busca da fama em sua escola através de um concurso de música.


Em sua abertura, o longa nos apresenta de cara dezenas de elementos e figuras importantes da história do rock em seu cenário, como a clássica guitarra de Eddie Van Halen, pôsteres do Pantera, Black Sabbath, Slayer e as icônicas pedaleiras da marca BOSS.


Durante essa amostra visual, encontramos os personagens Kevin (Jaeden Martell), um adolescente tímido e sem experiência musical, e Hunter (Adrian Greensmith), um apaixonado pelo gênero heavy metal e com um grande desejo de ser um astro musical. Mesmo com perfis tão diferentes, ambos são grandes amigos que buscam treinar para a Batalha das Bandas.


Os personagens Kevin (à esquerda) e Hunter (à direita). Divulgação: Netflix.

Nos primeiros minutos da produção, é possível notar a presença de alguns clichês da comédia: adolescentes excluídos, estereotipados como esquisitos; o desejo de ganhar a fama por meio de um evento escolar e o "valentão" que persegue os personagens principais junto a um grupo de outros estudantes.


Na busca de alavancar a fama do Skullfuckers, Kevin passa a treinar seus talentos na bateria por meio de canções indicadas por Hunter. A evolução do personagem no instrumento pelo famoso método autodidata é um tanto interessante, porém, não espere uma imersão desse desenvolvimento ao nível 'Whiplash - Em Busca da Perfeição', pois esta passagem é rapidamente ignorada após algumas cenas.


Em meio a estes treinos, ele conhece a violoncelista Emily (Isis Hainsworth) no Glenwood Lake e eles iniciam um laço de amizade através de suas experiências, algo que leva-o a cogitar a entrada da personagem para o grupo. Tal ação passa a gerar um conflitos pessoais constantes entre ele e seu parceiro Hunter, colocando em xeque o futuro do projeto.


Divulgação: Netflix.

Tais aspectos, apesar de clichês, funcionam com a trama simples que o filme apresenta, buscando conciliar momentos de música, humor, amizade e até mesmo de drama, contudo, há exageros e furos que comprometem na precisão da narrativa.


A excelente trilha sonora, que possui influências da produção executiva de Tom Morello e da colaboração de Steve Vai, dois dos mais influentes guitarristas do mundo, e a direção de arte, especialmente dos cenários, por parte de Sean Roney, são os maiores destaques.


A trama também busca criticar e brincar com diversos estereótipos da cultura pop idealizados na mentalidade norte-americana, seja em relação a atmosfera que o heavy metal demonstra ou ao próprio sistema de criação musical da modalidade pop em si.


Sendo assim, é possível concluir que 'Metal Lords' é uma boa experiência para se assistir durante um fim de semana e gargalhar por algumas horas, demonstrando um apreço pelo entretenimento e a música a bordo de uma história teen, mesmo que numa fórmula batida.


NOTA: 7,0



Comments


© 2020-2021 Tomada Hypada - Carregue seu hype e junte-se a nós!

bottom of page