'Power' é clichê de ação visualmente divertido
- Lucas Barbosa
- Aug 28, 2020
- 2 min read
Updated: Sep 1, 2021
'Power', novo filme de ação da Netflix dirigido por Henry Joost e Ariel Schulman, aborda a chegada de uma misteriosa droga em Nova Orleans. A substância, que causa alterações genéticas e entrega poderes sobre-humanos por 5 minutos para quem a consome, se espalha rapidamente através de diversos distribuidores, causando o caos pela cidade. Assim, o policial Frank (Joseph Gordon-Levitt) se une a adolescente Robin (Dominique Fishback) e ao ex-militar Art (Jamie Foxx) para combater os responsáveis pela pílula.

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A proposta do filme é animadora, porém, não tão bem executada. Por mais que a trajetória que Power percorre seja aceitável, ela acaba não sendo tão entusiasmante como deveria, ainda mais por esbarrar no clichê, que é um dos grandes problemas do gênero de ação. A narrativa é genérica e nada inovadora, porém, acaba sendo divertida por conta das performances dos três protagonistas. Todo o carisma de Jamie Foxx e Joseph Gordon-Levitt faz a diferença, sem citar Dominique Fishback, que faz um ótimo trabalho. A parte desapontante é que o vilão 'Grandão', interpretado por Rodrigo Santoro, é genérico, extremamente caricato e pouco convincente, desperdiçando um grande ator.
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Vale destacar a ação e os efeitos visuais apresentados. Diferentemente da questão da narrativa, as cenas de ação são muito bem exploradas, sendo, definitivamente, o grande ponto positivo do filme.
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No fim das contas, Power acaba sendo um filme visualmente divertido, mas é mais um clichê de ação, afinal, seu grande potencial não é explorado como deveria. Se você espera por algo impactante, eu não te recomendo este filme, mas, caso queira apenas se divertir, vá em frente e assista. De qualquer forma, um filme com ideias inovadoras merecia mais.
NOTA: 6,5

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